Seja bem vindo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pela imediata aplicação da Lei. Nenhuma nova ocupação irregular do Trussu deve ser permitida!

É do conhecimento de todos que as ocupações irregulares de áreas públicas é corriqueiro no Brasil. Áreas de marinha litorâneas, áreas de dunas, margens de rios, lagos e barragens; são muitos os casos noticiados. Exemplos da ações da especulação imobiliária têm vindo à tona por intermédio da grande imprensa em todo o país. Pior é que a grande imprensa somente noticia o fato quando este já está consumado. Veja-se o caso do lago Paranoá (Brasília) da Represa Billings (São Paulo) da praia de Boa Viagem (Pernambuco), da Praia do Futuro (Fortaleza CE). Estes são apenas alguns exemplos.
No município de Iguatu (Ceará - Brasil), não é diferente. Há alguns anos, as margens e ilhotas da Barragem do Trussu (Açude Roberto Costa) vêm sendo ocupadas de maneira irregular por pessoas (com poder aquisitivo) que se apossam de áreas de maneira indevida, supostamente comprando-as de pseudo-proprietários. Saliente-se que estas áreas são de propriedade da União pois foram desapropriadas com finalidade relevante. Após se apossarem destas áreas, os novos ocupantes promovem desmatamento das áreas e constroem casas de diversos padrões. Muitos deles utilizam-se de estratégias como erguerem casebres de taipas ou barracos para, assim, não chamarem a atenção ou não caracterizarem uma edificação; outros, mais afoitos, constroem bangalôs. Há aqueles que vão com um trabalho de formiga, construindo por dentro dos barracos edificações, com o intuito de consumarem o fato após algum tempo, pretendendo com isso, valerem-se de um "direito adquirido" por uso prolongado não reclamado pelo verdadeiros proprietários.
Cabe aqui esclarecer:
  1. A Baragem do Trussu foi construída em terras desapropriadas de antigos proprietários pela União no momento de sua construção e, portanto, não mais pertencem àqueles e sim a todo o povo brasileiro (isto é, trata-se de patrimônio público e portanto não pode ser apropriado por alguém sem o prévio consentimento do Estado Brasileiro);
  2. As finalidades da Barragem Trussu são: captação e armazenamento de águas para consumo humano, abastecimento da cidade, abastecimento industrial, água para a agropecuária, recurso pesqueiro, podendo eventualmente e de maneira equilibrada servir ao lazer.
  3. O espelho d´água formado tem importante papel ambiental para a região e suas margens bem como ilhotas tornam-se por força da Lei Ambiental e do Código Florestal Brasileiro, Área de Proteção Permanente - APP, especialmente aquelas situadas no entorno e nas ilhotas, desde a cota de cheia máxima até uma linha de 100 metros. 
Esclarecida a questão patrimonial, pois trata-se de uma obra de todo o povo, passemos à questão ambiental. Sendo a Barragem do Trussu e seu entorno uma APP, esta passa a compor o que se chama na legislação pertinente, uma Unidade de Conservação em nível de APA - Área de Proteção Ambiental. As APAS são protegidas por lei e quaisquer atividades a serem desenvolvidas em seu domínio devem ser precedidas do Licenciamento Ambiental emitido pelo órgão competente - no caso IBAMA, por tratar-se de um patrimônio da União.
Por outro lado, as atividades permitidas em uma APA - no caso Trussu, devem ser regulamentadas em um Plano Diretor da APA - que é fundado nos princípios e diretrizes da Lei do Meio Ambiente e no Código Florestal. Assim, o Plano Diretor deve ser imediatamente delineado e transformado em lei, sendo o mesmo regulamentado e passar a ter uma gestão compartilhada entre sociedade e poder público.
Portanto, ao caracterizar-se um Unidade de Conservação (APA - Área de Proteção Ambiental), a Barragem do Trussu deve ter um Plano Diretor específico que regulamente todas as aitividades desenvolvidas no seu interior e entorno.
Pelo exposto, é compreensível, urgente e necessário, assim, que o poder público tome medidas no sentido de coibir as ocupações que continuam a acontecer e que se estabeleça um plano de desocupação e recuperação das áreas já ocupadas. Além disso deve haver uma imediata elaboração do Plano Diretor da APA e sua transformação em lei.
Paulo Maciel - paulomaciel69@hotmail.com

HOJE É O DIA DA CARTA DA TERRA

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.  Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. 
A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico eqüitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. 
A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto da Carta da Terra começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.
A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional.  Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético. A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.
À luz desta legitimidade, um crescente número de juristas internacionais reconhece que a Carta da Terra está adquirindo um status de lei branca (“soft law”). Leis brancas, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos são consideradas como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para os Governos de Estado, que aceitam subscrevê-las e adotá-las, e muitas vezes servem de base para o desenvolvimento de uma lei stritu senso (hard law).
Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias, a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso.
leia o texto "A Carta da Terra" na íntegra em: http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O ÚLTIMO ATO EM DEFESA DA FLORESTA

http://www.avaaz.org/po/save_the_amazon_sam/?tta

79% dos brasileiros querem que a Dilma vete as mudanças no Código Florestal. Ambientalistas dizem que a nova lei pode levar a perda de 175 milhões de acres de floresta, quase o tamanho dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro juntos, e garantiria anistia para fazendeiros que destruiram florestas ilegalmente no passado. É o sinal verde para a destruição total da Amazônia.

Os ruralistas jogaram pesado no Congresso, e a tensão já aumentou nas áreas da floresta, ao passo que madeireiros ilegais e fazendeiros ameaçam, agridem e até mesmo assassinam indígenas e ativistas ambientais. A aprovação do Código Florestal pode aumentar sem medidas estes confrontos e criar uma era sombria de exploração e descuido.

Nossa nação goza de uma boa reputação climática, mas a aprovação do Código Florestal pode danificar seriamente a liderança global do Brasil -- particularmente chocante devido ao fato de que hospedaremos a Conferência da Terra Rio+20 no ano que vem. Se a Presidente Dilma assinar o Código Florestal, ela vai tornar impossível o cumprimento das nossas metas internacionais de redução do desmatamento em 80% em 2020, tornando-se a atriz principal na destruição dos pulmões do planeta.

Temos apenas alguns dias para dar à Dilma o apoio público que ela precisa para se posicionar contra a pressão política. Tanto agora como em outras ocasiões, mostramos que nossas assinaturas são mais fortes do que a maioria dos interesses corruptos e egoístas -- vamos lembrar a Dilma do poder de sua caneta para salvar as florestas e a saúde do futuro do mundo. Envie sua mensagem para Dilma agora -- e em seguida compartilhe esse email com todos!
 AVAAZ

Com as mudanças previstas no Código Florestal, também o bioma Caatinga corre perigo de destruição total. A regularização das áreas de reservas legais, previstas no atual Código Florestal, nas propriedades rurais pouco foram efetivadas. Quando isso ocorreu foi de forma precária por conta de uma aparato de fiscalização minúsculo e ineficiente. Por outro lado o acobertamento político das oligaquias rurais também dificulta a efetivação da lagislação vigente. Se mesmo com a legislação vigente - que de certa forma atemorizava parte dos infretores - o desmatamento já ocorre com muito pouco controle, imaginem vocês, se esta legislação for colocada na lixeira. Os devastadores estarão livres para continuarem fazendo o que sempre fizeram, mas agora com a cobertura legal.
URGE DE TODOS AÇÕES CONCRETAS PARA SALVARMOS O QUE RESTA DO BIOMA CAATINGA.
Paulo Maciel

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

MAIS INCÊNDIOS NA CAATINGA

Ontem à tarde, quando retornava da cidade de Iguatu indo para o meu recanto (Carnaúba), avistei há cerca de um Km em linha reta um incêndio na mata. Pela altura da torre de fumaça podia-se ver as suas proporções. Estava passando pela localidade Chapada do Moura. O incêndio estava na direção da localidade Jaguaribinho, à esquerda da Rodovia Iguatu Icó.
Hoje pela manhã, o céu ainda estava esfumaçado na minha casa. Eu gostaria de aqui perguntar:
Onde estão os órgãos ambientais que deveriam fiscalizar?
Não é visível a todos que as queimadas que acontecem diariamente em nossa região?
Apelo aos leitores que participem desta preocupação e divulguem o que ocorre com a nossa caatinga, no sentido de sensibilizarmos as autoridades para inibir a prática criminosa dos incêndios provocados.
Paulo Maciel  - paulomaciel69@hotmail.com - 85 99327015

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MAIS UMA AGRESSÃO AO RIO JAGUARIBE

Quem sai de Iguatu pela Rodovia Iguatu-Icó, logo após a ponte grande do Rio Jaguaribe encontra uma outra ponte sobre um branço do mesmo Rio.  Ao chegar a esta pequena ponte, vê-se escrito em uma placa de advertência oficial: Ponte sobre  braço do Rio Jaguaribe. Pois bem, alí, quase não se consegue ver o que resta deste braço do rio. Montanhas de entulho e construções avançam sobre o leito ressequido. Tal é a insensatez da especulação imobiliária, que na sanha de ganhar dinheiro com a venda de mais um " terreno" para construção, esquece:
1. O regime hidrológico do Rio Jaguarie é variável e migratório - ou seja, está sujeito a mudanças de curso, ora passando em maior volume por um braço, ora por outro, ora voltando ao leito principal;
2. O regime de chuvas em nossa região é periódico, sendo alternado por anos de poucas chuvas e anos de cheias extraordinárias - nestes períodos as águas avançam sobre as margens e várzeas, ocupam braços de forma avassaladora.
Ora, na ocorrência destas cheias, a população iguatuense é testemunha, são comuns as "invasões" de residências obrigando a desocupação de bairros inteiros por conta dos alagamentos. O Bairro Vila Neuma, por exemplo, já teve sua população evacuada por várias vezes nos últimos 40 anos mas a população "teima" em voltar ao Bairro.
Imagine então com o aumento dessa ocupação desordenada das margens, várzeas e leito do Ro Jaguaribe, o que acontecerá?
Cabe aqui a previdência dos planejadores e urbanistas municipais para não permitir que a especulação imobiliária venha a ganhar dinheiro em cima da população desavisada.
Neste sentido, solicito a todos de sã consciência que participem às autoridades o que está acontecendo em Iguatu por conta da ocupação irresponsável das áreas de dominio fluvial e lacustre sob pena de estarmos sendo cúmplices de mais um crime ambiental e também crime econômico contra a população que adquire estes imóveis com finalidade de habitar. Também não deixa de ser um crime contra o patrimônio público, levando-se em conta que evacuar populações, obras de saneamento nestas áreas e construir novas moradias para populações atingidas por cheias é um custo que poderia ser evitado na sua origem.
Paulo Maciel - paulomaciel69@hotmail.com - 085 99327015

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

História de Nossa Gente

Com a chegada dos primeiros homens brancos nos sertões cearenses, às terras que ficavam às margens e afluentes do Rio Jaguaribe, foram feitos os primeiros contatos com os habitantes nativos aqui existentes. Havia um sem número de tribos espalhadas pela ribeira, tendo como as mais conhecidas: Icós, Inhamuns, Cariús, Calabaças, Jucás e Quixelôs. A fusão do branco com o nativo apesar das grandes barreiras, foi lenta, surgindo dai o embrião  da atual gente Iguatuense.
A inserção do colono português nas plagas do sertão nordestino brasileiro data das invasões holandeses no período de 1631-1651. O português foi forçado a povoar o interior por causa da presença dos holandeses no litoral.
Foram diversas as correntes de povoadores que invadiram as terras do Centro-Sul-Oeste do Ceará, para combater os bravos Tapuias, moradores das  margens do Rio dos Juguares. Assim, os descendentes desses invasores foram formando as cidades atuais nas partes média e alta Jaguaribanas. Destacando-se a cidade do Iguatu.
            Chico de Paula

domingo, 20 de novembro de 2011

AGROECOLOGIA: ACRE DÁ EXEMPLO

O governo do Estado, por meio do Instituto Dom Moacyr (IDM), realizou na última sexta-feira, 4, no Centro Cultural de Brasileia Sebastião Dantas, a formatura do Curso de Agentes em Desenvolvimento Comunitário (ADC) com habilitação em Agroecologia. O curso foi desenvolvido pela Escola da Floresta Roberval Cardoso, do Instituto Dom Moacyr (IDM), com recursos do Programa de Inclusão Social e Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado do Acre (Proacre).
Os técnicos são oriundos de comunidades rurais. Esses profissionais foram formados com o objetivo de responder às necessidades apresentadas no meio rural e urbano, no contexto amazônico, dentro de uma perspectiva de sustentabilidade, aliando qualidade de vida, conservação dos recursos naturais e produção de alimentos e matérias-primas de origem vegetal e animal e terá competências para atuar na realidade produtiva rural e urbana, junto à agricultura familiar, entendendo a agroecologia não apenas como base técnica para produção, mas como fundamentação para a manutenção e promoção da vida e da justiça social.
Aqui cabe a pergunta:  E no Estado do Ceará, o que tem sido feito para a realização do projeto agroecológico? Há algum tempo, os discursos oficiais vêm se apropriando do termo agroecologia, misturando-o com outros termos, promovendo muitas vezes a deturpação do sentido original com o intuíto de fazer ver à população que há uma intenção de promover a agroecologia em nosso Estado, mas na realizadade muito pouco ou nada tem sido feito de efetivo. Perguntemos, por exemplo, quantas escolas estaduais ou federais voltadas para o ensino agrícola têm cursos de agrocologia a exemplo do que vem sendo feito no Acre?
Fica no ar esta indagação a espera de respostas verdadeiras de quem de direito.

Paulo Maciel - paulomaciel69@hotmail.com - (55)8599327015

sábado, 19 de novembro de 2011

Coluna Ecologia do Cotidiano

O que entregar para a Coleta Seletiva
Vamos fazer a nossa parte , colaborando com a limpeza pública destinando os materiais que podem ser separados para a reciclagem.Aqui vai algumas dicas:
 PAPÉIS: jornais, revistas, caixas de papelão, papel branco ou colorido, caixinhas tipo longa vida (leite, sucos).
 PLÁSTICOS: garrafas de refrigerante (PET), embalagens de produtos de limpeza, sacos e sacolas plásticas, potes de margarina, iogurte, requeijão e outros recipientes.
 VIDROS: garrafas, copos, potes e frascos.
 METAIS: latinhas de alumínio, latas de molho de tomate, conservas e óleo, latas de tinta, sucata de ferro.
O que fazer com os óleos de frituras?
Os óleos e gorduras somente podem ser  usadas nas frituras durante uma vez pois o aquecimento repetido destes materiais aumentam os radicais livres e oxidantes que fazem mal à nossa saúde, causando até câncer. E depois? para onde mandamos os óleos? Não podemos de forma alguma descartá-los nos esgotos e terrenos baldios pois são de muito difícil degradação e por isso altamente contaminantes para o meio ambiente.  O que fazemos com estes materiais? Os óleos nos esgotos vão para as águas dos rios, lagoas e açudes e terminam de algum modo voltando para nossa casa. Existem pessoas que recolhem estas gorduras usadas e com elas fazem um sabão muito bom, aproveitando dessa forma um material que iria contaminar o meio ambiente e ao mesmo tempo gerando fonte de renda. Use um vasilhame como garrafa pet, despeje as sobras de óleos nos mesmos e quando estiver cheia, chame um reciclador que ele saberá o que fazer com seus óleos usados.
Baterias e pilhas velhas, como me livro delas?
O volume destes materiais aumenta a cada dia. Já existem leis no país que determinam o recolhimento das mesmas por parte dos fabricantes mas isso ainda não chegou ao nosso município. Enquanto isso não acontece faça o seguinte: arranje um recipiente resistente (pode ser uma caixa de madeira), faça uma abertura que caiba somente uma bateria ou pilha e vá colocando dentro desta caixa as pilhas e baterias usadas. Isto evita que crianças brinquem com as mesmas pois as mesmas são muito prejudiciais à saúde. Continue a perguntar nas lojas onde você compra baterias novas se lá recebem as baterias velhas, isto força as empresas a tomarem uma atitude.
Paulo Maciel - paulomaciel69@hotmail.com - (55)8599327015

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pela transparência no gasto público

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA  (http://www.portaltransparencia.gov.br )
ANO 2011
A controladoria Geral da União publica no seu site PORTAL DA TRANSPARÊNCIA todos os recursos públicos destinados às entidades federativas (Estados e Municípios) para que o cidadão possa acompanhar os gastos públicos. Esta é uma iniciativa importante para o estabelecimento da transparência sobre os gastos de recursos públicos.
À cidadania, cabe ficar de olho, participar dos Conselhos Municipais, exigir a democratização destes e cobrar explicações sobre os gastos.
Publicamos a seguir o link que levará a cidadania iguatuense diretamente à pagina onde estão listadas todas as destinações ao município no ano de 2011.
Total destinado ao município IGUATU (2011):  R$ 63.011.483,32
Posteriormente tentaremos publicar os recursos por assunto ou destinação de gasto.
Boa visita ao Portal da Transparencia.

SOS CLIMA

O SOS CLIMA TERRA - Campanha Mundial por Justiça Climática, Sustentabilidade e Contra
o Aquecimento Global é um fórum da sociedade civil existente em 100 países, com foco
na crise climática( justiça climática) , aquecimento global e sustentabilidade .
A ONU, através de seu braço científico para mudanças climáticas, o IPCC-ONU (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), determinou para a sobrevivência da humanidade que mudemos 50% da matriz energética do planeta até 2020, saindo da energia suja, e entrando na energia limpa . A ONU informou que não podemos admitir que a temperatura média do planeta suba além de 2°C , pois senão romperemos o mínimo de equilíbrio que o clima ainda tem e será catastrófico para a vida na Terra.

Rara Flor

Mel...
Eu quero mel,
mas não de toda flor...
Quero somente aquele que você tem.
Tão guardado como ninguém,
A que chama de amor.

É nele que quero me lambuzar,
sorvê-lo de gota em gota...
Sem nunca me fartar.
E assim ser e fazer.
Como onda marota,
nas praias dos teu ser.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Somente nesta manhã

Nesta manhã,
Quero beijar tua boca.
Com calor de café
e frescor de hortelã.

Não me importo
Quão efêmero seja
este momento,
mas que aconteça
Com toda intensidade.

Se a infelicidade
se segue,
é momento de crise... Superação!
E me alegro nesta expectativa.
Se a felicidade se sucede,
lembro qual velho marujo:
à calmaria sobrevem a tempestade.

Então
Entristeço...
Porque não há o que superar.

Paulo Maciel

domingo, 13 de novembro de 2011

Coluna Ecologia do Cotidiano

Um exemplo a ser seguido

A juventude do Bairro Vila Neuma, situado às margens do Rio Jaguaribe em Iguatu (CE), iniciou um trabalho de coleta e destinação correta dos resíduos sólidos encontrados pelas ruas e monturos deste Bairro. O lixo se acumula às margens da linha férrea, da rodovia Iguatu-Icó, terenos baldios e margens do Rio. Os jovens do baiiro tomaram a iniciativa. "já que a prefeitura não faz, nós fazemos" é o que diz uma liderança local. O material coletado é vendido para reciclagem e a renda obtida é investida na própria campanha. Muito bem juventude é assim mesmo: Ousar pensar, ousar fazer. Chega de discussos vazios. O Instituto Rio Jaguaribe se solidariza com esta luta da comunidade de Vila Neuma por um ambiente limpo e uma vida saudável e dá apoio total ao movimento Iguatu te quero verde.
Bairro Veneza - Limpeza nossa de cada dia
Se cada um varresse a frente  da sua casa, o mundo todo seria mais limpo. Em muitos casos, a população faz a sua parte. E com este pensamento, levamos a preocupação e uma cobrança junto às autoridades. No Bairro Veneza mais precisamente na antiga pracinha do chafariz, pode-se ver o acúmulo de água proveniente do esgoto do cemitério Parque da Saudade, lixo nas calçadas, em terrenos, sacos pendurados nas árvores. Outro fato, deve-se à falta de capinação em algumas ruas. É uma necessidade, a execução deste serviço. Com a falta do mesmo, junta-se lixo, fezes de gatos e cachorros ,água estagnada de esgotos e fossas, provocando o surgimento de vários insetos e fedentina.
Bairro Chapadinha - continua a fumaça do lixão poluindo.
A população não sabe a quem reclamar providências mas elas são urgentes. Crianças e idosos são os que mais sofrem no curto prazo com o agravamento das doenças respiratórias. Um forte e permanente odor de solvente químico agrava a situação.
Comunidade Carnaúbas - Alencar
A população ribeirinha do Riacho Carnaúba continua a sofrer na espera que dura décadas pela construção de um canal que venha a aproveitar as águas caras e preciosas que se perdem diariamente. Estas águas liberados do Açude do Governo poderiam ser utilizadas na produção de alimentos. Atualmente elas se perdem ao longo das várzeas e contribuem para a salinização dos solos e desequilíbrio ambiental. Chamamos a atenção da COGERH para o problema.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por uma Política Municipal de Meio Ambiente, já!

Para uma administração pública em qualquer nível, seja federal, estadual ou municipal, responder às demandas contemporâneas no tocante à promoção de um desenvolvimento sustentável e saudável para a cidadania, deve necessariamente incorporar a variável ambiental como uma das funções administrativas.
Neste sentido, compreendemos que há distintas etapas a serem cumpridas para a formulação e desenrolar de políticas públicas, bem como para o desempenho das rotinas administrativas de um município que atendam a problemática ambiental.
Em se falando de um município do porte de Iguatu (CE) e levando em conta as proporções que atinge a problemática ambiental em nosso município, é essencial reconhecermos a dívida histórica que temos para com o nosso ambiente natural.
Foram décadas de agressões, ou séculos! Desde o inicio do povoamento, crescemos nossa cidade sobre lugares que deveriam ter sido preservados como tesouros naturais pela beleza, pelo valor como depositário de água e fonte de vida. Lagoas, margens de rios, riachos, nada foi poupado.
Diagnosticar o que já foi o município e o que ainda resta de natureza para, assim, traçar planos e políticas públicas que possam apontar para a construção  de um município onde seja prazeroso  e saudável viver, aproveitando de maneira inteligente nossas potencialidades. Integrar  natureza e desenvolvimento é necessário.
Despir-se  de modelos ultrapassados que temos em nossas mentes e abrir-se para novas concepções urbanísticas  integradoras é o que deve fazer o administrador de uma cidade. Não cabe mais nos dias atuais a concepção de que concreto e asfalto é remédio para todos os males de uma cidade. O espaço urbano deve ser aberto para a vida e deve prever as mudanças por que passa o clima e a sociedade. A percepção das pessoas sobre o ambiente também muda. O estilo urbanístico ainda vigente em Iguatu é fundado na concepção de que o automóvel é o centro de todas as atenções e não a cidadania. As nossas vias públicas devem ser humanizadas e ‘verdejadas’. Deve haver espaço para a circulação das pessoas a pé ou em bicicletas. O transporte coletivo já é uma necessidade central para uma cidade que cresce a cada dia. O conforto térmico torna-se uma exigência para uma cidade com temperaturas aumentando de forma sensível.
Sabemos que o asfalto aumenta a temperatura da cidade e impermeabiliza as ruas provocando alagamentos. Sabemos que as construções mal planejadas também aumentam as temperaturas. Devemos pensar em proteção contra a radiação solar que se torna a cada dia mais perigosa, como já acontece em muitas cidades do mundo, colocando-se toldos em pelo menos  algumas ruas centrais da cidade, plantando-se árvores de sombra, construindo-se fontes jorrantes nas praças, aproveitando-se a água rasa do subsolo para promover o refrescamento dos logradouros públicos..
O verde torna-se a cada dia uma necessidade, assim devemos no planejamento urbano incluir espaços para as manifestações da paisagem natural. Devemos lembrar que em nosso município já houveram grandes enchentes e sabemos que elas ocorrem periodicamente. Por isso devemos preservar as nossas lagoas, rios e riachos para o escoamento das águas e garantir uma boa infiltração. Devemos cuidar para que as construções não ocupem locais impróprios pois isto é custo ambiental e também custa aos cofres públicos.
Educar,  para o início desta grande obra de construção de uma verdadeira ‘ Cidade do Futuro’ a cidadania é urgente e isto começa pela educação das nossas crianças. As escolas municipais devem formular uma ação pedagógica com base na educação contextualizada. Compreender a educação no seu sentido mais amplo, preparando a futura cidadania para os desafios que estão porvir. Isso exige tratar a educação como parte do ambiente em que vivemos. Capacitar os professores e oferecer-lhes condições dignas (salários justos, tempo para estudo e planejamento, bibliotecas de qualidade) é o primeiro passo para que estes possam dedicar-se à nobre tarefa de cuidar de nossas crianças.